domingo, 8 de abril de 2018

Capitalismo Frankenstein


  MIKHAIL GORBACHEV, para eu que sou centro direita, foi uma das personalidades mais brilhantes dos últimos tempos.

  Se a Rússia tivesse mais pensadores iguais ele hoje seria uma nação desenvolvida a altura da Alemanha ou Holanda.
  
  Ninguém pode pretender dormir subdesenvolvido e acordar uma nação desenvolvida.
  É preciso ter paciência para que a economia se reestruture de maneira adequada.

  No Socialismo há uma distorção do preço das coisas.

  O governante segura artificialmente o preço de bens e serviços essenciais como combustíveis, eletricidade, cesta básica de alimentos ... para iludir os mais pobres que houve uma melhora de vida.
  Se o Governo Socialista cai a economia de mercado força uma recomposição de preços, foi o que aconteceu com o preço da gasolina e eletricidade no Brasil (por exemplo).
  Na Argentina ocorreu uma alta inflacionaria devido a recomposição de preços.
  Com o passar do tempo o aumento da competitividade vai reduzindo os preços, mas é preciso ter paciência para que isso aconteça.

  O povo Russo e tantos outros vivem na escassez e autoritarismo Socialista por décadas depois querem que o Capitalismo e Democracia em 1 ou 2 anos alce a nação a uma Austrália.
  Evidente que isso não tem como acontecer, "frustrados" com suas expectativas excessivas usam a democracia para voltar a encher a politica e economia com leis Socialistas.
  Começa então um Capitalismo Frankenstein que diga-se de passagem é o que mais esta presente no mundo.



  Essa excelente matéria da BBC faz um resumo histórico interessantíssimo.
  A principal lição para nós brasileiros (e argentinos) é que o Liberalismo Econômico não faz milagres.  

  Com Stálin, o Estado começou a controlar cada aspecto da vida política, econômica e social.
  Aqueles que se opunham a suas medidas eram presos e enviados a campos de trabalhos forçados (os Gulags) ou executados.
  Ainda que originalmente o plano era que a URSS tivesse uma sociedade democrática, em substituição à autocracia czarista, o bloco acabou tomando o caminho do autoritarismo, consolidado com a ascensão de Josef Stalin ao poder, em meados da década de 1920.
  A Constituição soviética, adotada nos anos 1930 e modificada nos anos 1970, estabelecia que as regiões e nacionalidades estariam representadas em um parlamento conhecido como Soviete Supremo.
  Na prática, porém, todas as decisões, incluindo a eleição do líder da URSS, ficavam nas mãos do Partido Comunista - mais precisamente um pequeno grupo de dirigentes poderoso, o Politburo.



  Mikhail Gorbachev, o homem que ocupou a presidência da União Soviética entre 1985 e 1991, é um fator determinante para explicar o desmanche da superpotência - chegou ao poder como um reformista do sistema, mas terminou como seu "coveiro".
  Quando se converteu em secretário-geral do Partido Comunista, em março de 1985, Gorbachev lançou um dramático programa de reformas para tentar equilibrar um economia problemática e uma estrutura política ineficiente e insustentável.
  Seu plano tinha dois elementos cruciais: a "Perestroika" e a "Glasnost" (respectivamente reestruturação e abertura, em russo).
  A "perestroika" consistia em relaxar o controle do governo sobre a economia. Gorbachev acreditava que a iniciativa privada impulsionaria a inovação, por isso permitiu que indivíduos e cooperativas fossem donos de negócios pela primeira vez desde os anos 1920.
  E promoveu investimentos estrangeiros em empresas soviéticas.

  Gorbachev concedeu aos trabalhadores direito de greve.

  Já a "glasnost" consistia em eliminar os resquícios da repressão stalinista, como a proibição da publicação de livros de autores como George Orwell e Alexander Solzhenitsyn, e dar mais liberdade aos cidadãos soviéticos.

  Gorbachev libertou presos políticos e permitiu que a imprensa publicasse críticas ao governo.
  Ele também determinou a realização de eleições para o Legislativo e pela primeira vez permitiu que outros partidos políticos fizessem campanha.






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