domingo, 31 de março de 2013

Filhos do Mundo


  “Todos nos beneficiamos de uma sensação de contato com a divindade, mesmo que a sensação seja apenas imaginada.”
[Dan Brown]

  Podemos olhar só para os benefícios do sentimento religioso ignorando qualquer malefício, mas esta não é uma filosofia de boa qualidade.
  Olhar só para os espinhos de uma roseira é tão pouco eficiente quanto olhar apenas para as rosas.
  É importante, sempre que possível, nos distanciarmos de detalhismos e buscarmos uma visão "holística". 

A palavra holístico foi criada a partir do termo holos, que em grego significa "todo" ou "inteiro".
    O holismo é um conceito criado por Jan Christiaan Smuts em 1926, que o descreveu como a "tendência da natureza de usar a evolução criativa para formar um "todo" que é maior do que a soma das suas partes".

   O principal beneficio da religiosidade talvez seja um “freio moral”.
  Pessoas com uma índole muito perversa/irresponsavel fiquem intimidadas diante de um "Deus que vê tudo" de uma "justiça espiritual". 
  Não que se arrependam da perversidade, temem uma punição.
  Os indivíduos de boa índole tem suas virtudes ainda mais reforçadas.

  Essa é a "rosa" vamos ao "espinho".

  

  Por outro lado esperamos que esse Deus que vê tudo faça justiça por nós e como na maioria das vezes ele se mantém distante [pelo menos é essa nossa percepção] a perversidade permanece impune.

  Os exemplos são inúmeros.

  Quer coisa mais triste que aquele casal que não provê seu próprio sustento e coloca filhos no mundo esperando que alguma divindade cuide?

   Esperam em “deus” mas cobram do Estado/Sociedade 😩

  Se a fé deles é tanta porque não pedem primeiro um bom emprego ou bençãos para algum empreendimento?
  Alcançada essa graça o próximo passo poderia ser ter filhos amados e bem cuidados sem depender da ajuda de terceiros.

  Constamos que esta sensação de contado com a divindade já não é tão benéfica para quem nasce em famílias desestruturadas.
  Milhões de crianças no mundo em situação de extrema pobreza atestam isso.


  Entretanto quero ressaltar que sou "espiritualista".
  Noto alguns "fenômenos" [subversão da lógica] que sugere alguma interferência externa em nossas vidas.

  Quando a pessoa observa que é uma "escolhida", as coisas dão relativamente certo para ela [a vida de ninguém é uma maravilha] ainda vale a pena dar um peso maior para as coisas do “sagrado”.
  Mas a maioria de nós somos criaturas e os “pés no chão” deveria ser prioridade.

  Uma coisa é você ser filho do patrão ou o patrão o considerar como filho, outra coisa é você imaginar que é filho do dono.
  Muitos se imaginam filhos de Deus, irmão caçula de Jesus Cristo.

  Eu posso imaginar que sou filho do Silvio Santos o duro vai ser conseguir minha parte na herança.😆

  Trabalhar, estudar, não ser perdulário irá trazer mais benefícios para eu e os que me cercam que a minha imaginação.
  Mas este é um pensamento de alta qualidade, as pessoas são atraídas mais pela quantidade ... se movem em manadas.

  Quantos livros Dan Brown vendeu?

  Quantas Bíblias e Corãos foram vendidos no mundo?

  Quantas criaturas vivem uma vida de muitas “provações” e acreditam que serão recompensadas no pós morte quanto maior for seu sofrimento na Terra?

   A irresponsabilidade ao procriar tem suas consequências perversas.




  Li uma reportagem, ela falava que todo órfão sonha ser resgatado do orfanato por seu pai ou sua mãe.
  Quando atingem 18 anos são colocados para fora e só encontram o mundo…os filhos do mundo.

  É quando a realidade "estupra" a imaginação.

  Como culpar quem mentalmente ainda fica preso ao orfanato?
  Naquele lugar desagradável ainda podia sonhar, fora dele não tem lugar nem para dormir.
  Mas muitos sobrevivem, procuram companhia, constituem família, se transformam para os filhos os pais que nunca tiveram, em uma intangível superação de dar o que nunca teve.
 
  Na maior parte do tempo escrevo para as criaturas ... iguais a mim.

  Mesmo para as que não percebem sua condição, ficam mentalmente presas ao “orfanato.”
  Estão deixados a própria sorte, mas esperam o resgate de um "papai do céu".

   Um forte abraço a todos esses meus irmãozinhos…OS FILHOS DO MUNDO!

   Eu escrevo para vocês...








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sábado, 30 de março de 2013

Desconexão da Realidade

  As pessoas se “embriagam” com seus cultos religiosos, recitações de mantras, fofocas, consumismo, times de futebol, ideologias…
  
  Assisti uma reportagem sobre os efeitos do álcool.
  Em um trecho mostrou 3 amigos, um moço e duas moças, indo para a balada e depois voltando.
  Foram colocados no banco traseiro de um carro e filmados tipo "BBB". 
  O objetivo era mostrar a mudança de comportamento.
  Na ida o papo foi descontraído, mas coerente, na volta só abobrinha 😆

  Confesso que muito dos últimos textos foram inspirados naqueles jovens, eles estavam tão alegres, rindo de qualquer coisa, de certo estavam “desconectados” de uma realidade.

  Inspirado neles, na minha ida ao mercado comprei uma garrafa de cachaça.
  Com muito sacrifício, aos poucos, consegui consumir 1/4 da garrafa.
  Definitivamente o álcool não é para mim.
  Alem de não ocorrer nenhuma desconexão é como se estivesse envenenando meu corpo.
  Em pouco tempo até o cheiro se tornou abominável.

  Mais uma vez esbarramos nas diferentes medidas, na nossa desigualdade "genética ou espiritual" (como preferir).
  O que é maravilhoso para uns é detestável para outros. 
  Sou uma pessoa disciplinada, se suportasse o álcool saberia o momento certo de parar, mas porque o álcool é insuportável para mim?
  O minimo gosto de álcool em qualquer bebida ou doce já me desagrada o paladar.
  Falar com alguém embriagado é muito desagradável.

  Porque a experiencia de consumir pinga, vinho ou Whisky?

  Não conseguir desconexão é uma maldição.

  Na maior do tempo me passa despercebido, como um cego que se acostuma com a ausência de luz.
  Porem, quando vejo pessoas tão desconectados e alegres percebo o peso da minha natureza.

  Como posso teorizar que a alegria delas é falsa, o que é alegria verdadeira!?

  Apenas observo que naquele “momento” estão felizes.
  Há varias maneira de se desconectar da realidade.

  As pessoas se “embriagam” com seus cultos religiosos, recitações de mantras, fofocas, consumismo, times de futebol, ideologias…

  Já vivenciei todas essas coisas, só não consigo que elas me levem a uma desconexão da realidade, da lógica.
  Só consigo algum alivio quando durmo, se sofresse de insônia acho que seria meu fim, seria tragado pela loucura.

  Tenha muito cuidado para não ser destruído pelo alcoolismo (e outras desconexões) se conheça, saiba a hora de parar. (Não ficar fanático)

  Se a bebida tem em você esse efeito agradável da alegria ... não consigo ser muito contra esse prazer.

    Acho que nem Jesus era, transformou a água em vinho, na minha interpretação apócrifa penso que até ele sugeriu que para suportar a realidade por vezes nada melhor que um porre… 😄

  É, eu  não fui "abençoado" com essa possibilidade então dorme William, dorme …zzzz 😴zzz


 
  Beber só aos fins de semana também traz riscos à saúde; saiba mais...







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sexta-feira, 29 de março de 2013

Dons e Talentos

  “É impossível para um homem aprender aquilo que ele acha que já sabe.”
[Epíteto]
 
  Para Epíteto, uma vida feliz e uma vida virtuosa são sinônimos. 
  Felicidade e realização pessoal são conseqüências naturais de atitudes corretas.
 
  Trouxe Epíteto para mostrar como o debate escrito é muito mais eficiente que o debate falado, palavras escritas não podem ser ignoradas, temos que destrui-las ou arcar com suas conseqüências.
  Sabemos que Epíteto passou a maior parte de sua vida vivendo como escravo e com um senhor muito cruel, ora, ele não era virtuoso e praticante de atitudes corretas?

  Epíteto quer nos convencer que foi feliz sendo escravo!

  Epíteto não é minha medida, não sou masoquista, não gosto de trabalhar nem por dinheiro imaginem como escravo.
  Mas o mais importante que eu quero destacar, o filé mignon desse texto que nos levará a um novo patamar sobre discussões filosóficas é que mesmo a mediocridade tem seus momentos de genialidade.
  Algo como aquela bela flor que nasce em meio ao lodo.
  A filosofia de Epiteto é fraca, mas tem alguns pensamentos geniais.

  Quando digo que a massa é medíocre muitos entendem que estou me considerando superior ou que a massa é algum tipo de escória da humanidade. [pensamento linear onde o que não é bom necessariamente é mau.]

  Já disse o quanto Mozart e Michelangelo eram pessoas medíocres, só enxergavam sua arte e mais nada, pessoas limitadas ao seu TALENTO.
 Quem pode dizer que não foram gênios?

  A vida não é exata. 
  A massa é medíocre no sentido de não ter uma visão geral das coisas, mas em seus “dons”, seus “talentos”, fazem a diferença na sociedade, não são dispensáveis ou escória. 

  Um excelente mecânico de automóveis ... é um excelente mecânico de automóveis mesmo que vote no Joaquim Roriz
 [Aquele político de Brasília cheio de processos]
  Claro que sua visão política é lamentável, mas sua habilidade com automóveis pode torna-lo mais importante para sua comunidade que uma pessoa inteligente e altamente politizada que entenda que um dos grandes males da nação é nossa tolerância com a impunidade e corrupção.

  Voltando a Epíteto, ele foi vitima de seu próprio pensamento, que se diga é grandioso, muito OBSERVÁVEL.

  Ele achava que já sabia que uma vida virtuosa e uma vida feliz são sinônimos e não “aprendeu” [observou] que suas idéias não correspondiam aos fatos.

  Será que uma boa e “virtuosa” dona de casa é sempre mais "feliz" que uma prostituta?

[NÃO acredito em Felicidade apenas estou ecoando o pensamento de Epiteto.]

  Já trabalhei em uma boate de prostituição (segurança),já conheci inúmeras donas de casa, posso assegurar-lhes que prostitutas não são mais felizes ou infelizes que outras mulheres.
 Se irão para o Inferno quando morrerem já seria uma outra brecha, um outro texto… quem pode afirmar com certeza que Epíteto esta no “céu”?

 Quem acha que já sabe tudo que acontece pós morte física não tem como mudar sua opinião sobre coisas que acontecem na vida terrena.

 Da mesma forma um ateu que tem certeza que somos apenas maquinas biológicas não tem como mudar sua opinião sobre uma série de coisas.

  “É impossível para um homem aprender aquilo que ele acha que já sabe.”

  Mantenho minha mente aberta ... "só sei que nada sei."






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quinta-feira, 28 de março de 2013

Dinheiro e Prazer

  “O dinheiro não traz felicidade; para quem não sabe o que fazer com ele.”
[Machado de Assis]

  Descobrir o que nos dá prazer é muito importante.
  Isso pauta muitas de nossas ações até as que não nos achamos capazes de fazer.
  Quando lemos uma frase como a de Machado já caminhamos para o “condicionamento” da caridade, do não desperdício, da generosidade…
  Acontece que o que nos deixa "felizes" [alegres por algum tempo] é o que nos dá PRAZER, independente se a ação é considerada “nobre” ou não.

  Meditar sobre prazer tem o objetivo de entender as engrenagens que movem a humanidade, olhar o mundo como ele está ou é e não como deveria ser segundo a nossa medida/vontade.

  Suponhamos que alguém sinta prazer em ser superior as outras pessoas, goste de humilhar o próximo.

  O "psicologismo" sugere que essa pessoa é recalcada/infeliz, age assim para disfarçar sua enorme insegurança.

  Pode ser, mas todos nós temos nossas frustrações e não conheço ninguém plenamente feliz.

  Quanto a "insegurança" tudo fica ainda mais subjetivo.

  Será que Mike Tyson ficava infeliz ou tinha uma “falsa felicidade” [como alguns  gostam de dizer] quando derrubava um adversário na lona?

  Será que aquele político que já desviou milhões, não dorme direito a noite, é uma pessoa infeliz?

  Se entendermos melhor essas engrenagens podemos desenvolver uma sociedade mais eficiente no sentido que a felicidade de um não seja a infelicidade do outro.

  Podemos desenvolver ferramentas eficientes de distribuição de renda ou podemos confiar na “dor de consciência” dos políticos inconformados com suas “infelicidades”.

  Também podemos orar para que Jesus volte por entre as nuvens trazendo paz e justiça para a humanidade.
  Já temos feito isto há muito tempo, houve avanços, mas muito aquém de nossas possibilidades.

  Felicidade NÃO existe.
  O que nos propicia momentos muito alegres/agradáveis é o PRAZER. 

   Dinheiro (geralmente)  torna nosso prazer mais acessível.


  O que fazer com o prazer?

   Nos policiar para que não nos tornemos monstros.

   Se não tivermos essa “consciência”  a Sociedade tem que entrar com  leis para que nosso prazer não provoque sofrimento em outros.

  Ter prazer em cantar, plantar, dançar ... são bons prazeres.
  Ter prazer em roubar, corromper, molestar crianças ... vira caso de polícia.

   





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terça-feira, 26 de março de 2013

A Medida II

  “Fale com um homem a respeito dele próprio, e ele irá ouvi-lo durante horas.”
 [Disraeli]

   Este pensamento tem muito a ver com o texto de ontem sobre ser a medida.
  Basicamente todos nós passamos por essa fase de se considerar a medida de tudo e a grande maioria nunca sai dela.
  Como a lógica muda meus procedimentos eu acreditava que isto servia para todos, afinal eu já me vi como medida, mas já comentei também sobre isto, as outras pessoas não sentem tanta necessidade de resultados então a lógica não é fundamental.
  Vejam o caso das pessoas anti capitalistas e pró comunismo a despeito de todo resultado de um e a falta de eficiência do outro seguem firmes em suas convicções, quem pode dizer que um Chico Buarque não tem educação ou cultura?

  Oras, se eu sou a medida de todas as coisas qual assunto mais importante que falar de eu mesmo?

  Meu dia a dia é rotineiro, não acontece nada de muito interessante [não que eu sinta falta, gosto da rotina] não vejo lógica ou graça em torrar a paciência das pessoas falando tudo que fiz durante o dia, não tenho assunto, pois não tenho esta necessidade do “desabafo”.
  Mas como sei que as pessoas não gostam do silêncio e na sociedade não posso ser totalmente eu mesmo, tenho que usar a mascara da sociabilidade, faço a pergunta chave:

“Como foi seu dia?”

  Principalmente com relação as mulheres tenho que preparar meus ouvidos para as coisas mais desinteressantes do mundo, como seu filho estar com tosse, da cólica da semana passada, da fechada do ônibus…
  E aquelas pessoas que andam com foto dos filhos na carteira e fazem questão de mostrar seus pimpolhos, ou as fotos de sua viagem a algum lugar qualquer.
  Se eu já tenho alguma intimidade com a pessoa e ela vem me mostrar fotos já vou logo disparando:


“Se não tem mulher pelada nem vem!” 
(Calma feministas! É só um chiste.)

  Na maioria das vezes tenho que fazer aquela cara de paisagem encantado com a foto do bolo de aniversario…ah! que lindo.
  Como a pessoa se considera a medida de todas as coisas então tudo que é legal para ela tem que ser legal para os outros, se alguém faz algo que ela não aprova este alguém esta doente, precisa de algum tratamento, se procurarmos na infância desse alguém encontraremos algo que o fez ficar “fora da medida”, fora do padrão estabelecido pela pessoa.

  Observo que a maioria esmagadora das pessoas se acham o centro do Universo do primeiro até o ultimo dia de vida, sem contar que também depois da vida sentarão no lado direito de Deus todo poderoso.
  
   Sei lá! Não me acho mais importante que ninguém.
   Ao matematicamente me dividir por quase 7 Bilhões de pessoas é difícil me sentir especial, a medida do mundo.
  Conviver com a quase insignificância deve ser difícil para a maioria das pessoas, entendo que elas se vistam de glórias…uma frase me veio a mente agora.
 “O rei esta nu!”
  Eu digo você esta nu.
  



    Mas acho que quem diz isso é tido como louco e um louco nunca é uma boa medida, diz só tolices, melhor ignora-lo e se vestir de glórias…











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segunda-feira, 25 de março de 2013

A Medida

 “Uma boa consciência é um travesseio macio.”

[Frase de um anônimo]






    “Daniel e Suzane foram para o Motel Colonial, não muito distante do Campo Belo, onde deram entrada à 1h36 e gastaram R$ 350.”
[Isto É]


     As pessoas de boa índole se tomam como a medida do mundo, a medida da humanidade ... essa é uma amarga ilusão.  
  Se a pessoa de boa índole é incapaz de matar então todos são incapazes de matar, se ela é capaz de perdoar então todos são capazes de perdoar.
  Eu não acho que Suzane seja doente, anormal ou precise de algum tratamento, vou me transportar para o lugar dela e vocês perceberão que o mundo não cabe na medida dos que se “acham bons”.

    Em nosso país 70% dos homicídios não são solucionados então [matematicamente] matar aqui e não sofrer nenhuma punição é altamente provável.

  Muitos pais e mães abandonam seus filhos ou os trazem ao mundo em condições muito desfavoráveis, então este amor sempre sublime de pai para filho existe mais na nossa utopia que em uma realidade observável.
  Quantos pais são abandonados em asilos quando deixam de ser úteis?
  Então este amor sempre sublime de filho para pai existe mais em nossa utopia.

  Claro que amo minha mãe, mas confesso aos senhores que a mente dela é totalmente antagônica a minha, para não caminharmos para uma discussão fico quieto e por vezes até evito a companhia, acreditem é o melhor a ser feito, sempre acabo “pensando em voz alta” e se isso afasta os amigos imaginem as mães.
  Bom, não podemos dizer que Suzane acredite em um Deus justo e bom que olhe por todos nós, mesmo que diga isso a idéia não correspondeu aos seus atos

  Se não existe um Deus, céu ou inferno, tenho que conseguir o melhor aqui na terra enquanto eu for vivo.

  Meus pais tem dinheiro porque vou perder meu tempo estudando ou trabalhando?
  Para pessoas de 19 anos com a mentalidade da Suzane quem passou dos 40 já esta fazendo hora extra na terra, poupar seus pais dos transtornos da velhice pode até ser bom para eles...
  Percebem a “racionalização”?

   "Na sociologia, racionalização se refere a um processo no qual um número crescente de ações sociais se baseia em considerações de eficiência teleológica ou de cálculo, em vez de motivações derivadas da moral, da emoção, do costume ou da tradição."

  
  Com 19 anos juventude, sexo, amor, beleza, saúde, liberdade…isto é que é paraíso!

  Você de boa índole que se acha a medida de todas as coisas pode até achar que Suzane esta errada em pensar estas coisas o difícil é convence-la de seu erro.
  Sou capaz de apostar que rolou um sexo muito gostoso no Motel e ela dormiu com uma “consciência” muito tranqüila.
  Um dos criminosos estava tão eufórico com sua moto nova que talvez não conseguisse dormir por conta disso.
  E quanto aos cadáveres mutilados? já tinham até esquecido.
  Senhores, eu não sei de inúmeras coisas, não tenho certeza de nada, apenas observo que não sou a medida de todas as coisas, os senhores deveriam começar a refletir sobre a possibilidade dos senhores também não serem.


  Marginais se arrependem se são presos e não do crime em si...





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sábado, 23 de março de 2013

Pensar em Voz Alta

     “Um amigo é uma pessoa diante de quem posso pensar em voz alta.”
 [Ralph Emerson]

  Só penso em voz alta quando me certifico que estou sozinho.
  Tenho dificuldade em fazer amigos.

  Meu isolamento acontece porque o mundo é muito estranho.
  Lembro de uma vez que estava indo para algum compromisso social adolescente, quando já estava saindo pelo portão minha mãe um tanto constrangida me disse que a calça estava rasgada no traseiro.
  Claro que fiquei muito chateado com a situação.
  Eu não tinha muitas roupas, minha melhor calça estava muito gasta (o tecido já não suportava costura).
  Entretanto fiquei muito agradecido a minha mãe por me avisar, seria constrangedor depois da festa saber que as pessoas me olhavam devido  um rasgo na calça...

  


  Certa vez em uma situação parecida falei a um “amigo” que sua calça estava muito curta precisava descer a barra, ele me detestou por tê-lo avisado … "porque você não cuida da sua vida!".

  Penso/observo, logo, falo.
  
  Humm ... cheguei a conclusão que se não quisesse ser considerado ainda mais chato/desagradável era melhor “evitar pensar em voz alta”.

  Certa vez um “amigo” comprou uma moto, fiquei surpreso com a quantidade de juros que ele iria pagar, daria para comprar outra moto igual aquela, mas elogiei a moto, realmente uma maquina muito bonita.


  Fiquei sabendo mais tarde de um comentário dele sobre mim: 

  “Aquele desgraçado invejoso.”


  Fiquei chateado com a situação, mas agradecido.
  Eu já estava observando que o pensamento de Emerson era só mais uma frase inspiradora”.
  O comentário foi aquele empurrão final para eu mudar de atitude.

  Hoje em dia quando alguém me conta da obtenção de um bem, procuro nem saber a forma de pagamento, nosso povo adora rolar uma divida no cartão de crédito, entrar no limite do cheque especial é “chic”.
  Vejo muitos colegas usando aquele “leasing” bancário como salário, com um nome bonito desses em inglês só pode ser um ótimo negócio … 
  O Banco deixa a sua disposição na conta um "empréstimo de emergência".
  O individuo tem estranhas emergências, ir a praia, comprar roupas, gastar mais no bar (ou em qualquer outro lugar)

  Já não penso em voz alta.
  Um amigo não liga tanto se o chamamos de idiota (entre homens é comum), mas se “provamos” que ele é idiota então a coisa muda de figura.

  Você se enxergou em alguma dessas situações, cartão de crédito, cheque especial, leasing?


  Façamos um trato, você não pensa em voz alta que eu sou um desgraçado e eu não penso em voz alta que você é um idiota.

  
Podemos ser amigos?


O que seria das “amizades verdadeiras” sem a falsidade...






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sexta-feira, 22 de março de 2013

Seqüência de Eventos

  “Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível.” 
[São Francisco de Assis]

  Começamos mamando no peito de nossa mãe, isso é necessário, possível e nos dá prazer.

  Se nossa mãe morrer enquanto formos bebês mamar nela não será mais possível, independente de nosso esforço, fé ou determinação.

  Deletando essa sequência de evento desagradável [morte] que não gostamos nem de imaginar ficamos com a sequência de eventos “esperada”.

  Por nós mamaríamos por muito tempo, mas nossa mãe depois de um certo tempo nos força a “largar o peito”, independente de nossa fé, esforço ou determinação.

  Essas “frases inspiradoras” na maioria das vezes são tão infantis que é espantoso o número de pessoas que deixam se guiar por elas.

  Comentei isto em um texto onde observava que no portal do Terra não tinha nenhum link para o GD de Debates, mas o indefectível link para horóscopo sempre está lá.

  Peguemos o caso do jogador Robinho, ele tinha prazer em jogar bola e jogava, não era necessário, mas era possível.
  Ele nasceu com talento para o futebol, foi um Dom, não foi algo conseguido com dor, sofrimento, obstinação…
  Jogando bola na rua, alguém do meio futebolístico viu, gostou e o ajudou.
  Já pensaram que poderia ser um pedófilo ou um assassino como o de Luziania?


  Eu tinha um colega com hiper talento para o futebol, jogou em vários campos, muitas ruas, passou por muitas peneiras, mas não apareceu ninguém que o ajudasse.
  Meu amigo fez o que era necessário, fez o que era possível e sua carreira de jogador foi impossível…

  Sim senhoras e senhores, estamos falando sobre SEQÜÊNCIA DE EVENTOS.

  Tente, se esforce, corra atrás de seus sonhos, mas não se comporte como um fracassado se eles não acontecerem.

   Não tenha a ILUSÃO que seu destino está totalmente em suas mãos porque NÃO ESTA!

  Para o Robinho apareceu um “anjo” que o levou para ao Millan, para meu amigo não apareceu ninguém e aconteceu o alcoolismo.
  Meu amigo se sentiu e se comportou como um fracassado e foi tragado pelo álcool.

  São Francisco só poderia estar certo, como duvidar do Santo?
  A culpa do sucesso não ter chegado para o meu amigo é porque “ele” não se esforçou o bastante...

  Eu não tenho a vida dos meus sonhos, sonhava em ser um grande escritor.
  Também me sinto um fracassado, mas estou muito longe de ser consumido por algum vicio, descobri há muito tempo que meu destino não está totalmente em minha mãos…

APRENDI A DUVIDAR DOS SANTOS!

  E das frases inspiradoras.

  Não me parecia possível e nem necessário duvidar dos santos, aconteceu o impossível?


“Decifra-me ou ti Devoro!” 






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quinta-feira, 21 de março de 2013

Poder da Oração


  “Se você não acorda cedo, nunca conseguirá ver o sol nascendo.
    Se você não reza, embora Deus esteja sempre perto, você nunca conseguirá notar sua presença.”
[Paulo Coelho]



  Eu ver ou não o Sol nascendo é algo quase irrelevante para o acontecimento das coisas.
  O Sol irá seguir seu percurso e provocar todas as consequências mesmo que eu passe o dia inteiro no escuro do meu quarto.
  Se ver o Sol nascendo é uma imagem que me dá prazer posso até acordar mais cedo, mas não que isto vá alterar algum acontecimento, apenas acordei mais cedo para ver o Sol nascer e depois posso até voltar a dormir.

  Na “MINHA” vida cheguei a essa mesma conclusão com relação a reza ou oração.

  Eu orava muito e tinha a ilusão que as coisas “boas” que ocorriam eram em grande parte consequência de orações.

  É engraçado como tornamos algo ruim em bom imaginando que o ocorrido poderia ter sido pior.
  Um acontecimento ruim, é… ruim.
  Não se torna bom porque poderia ter sido pior.

  Você desenvolveu um câncer, mas conseguiu ser curado e credita a cura a presença de Deus em sua vida.
  Desde quando ter uma doença se tornou algo bom!?

  Se você foi a igreja e milagrosamente se curou ainda vá lá, mas se passou por um longo e sofrido tratamento como pode dizer que a oração foi o mais importante?

  Observei que os “escolhidos” não precisam de oração, será que o Tiririca ou Lula são crentes tão fervorosos assim?

  Para nós criaturas a oração é pura perda de tempo, somos deixados a própria sorte, algumas coisa dão certo e outras errado devido a uma “SEQÜÊNCIA DE EVENTOS” onde a oração não passa de placebo.


  Mas se você gosta de orar, assim como o Paulo Coelho gosta do nascer do Sol, ore e acorde mais cedo, sinta a presença de Deus e observe a racionalidade se distanciando, sumindo no horizonte dos eventos…



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quarta-feira, 20 de março de 2013

Presença Física

  Tem coisas que faço por prazer, outras por necessidade e outras porque apresentam bons resultados.

  No passado ia a casa de minha mãe, lá encontrava familiares e nos estendíamos em longos debates.

  Em contato com colegas de escola, trabalho ou igreja era a mesma coisa, o debate acontecia e o tempo ficava curto.

  Eu gostava ...  até perceber que o RESULTADO era nenhum.😐

  Depois de minutos ou horas de conversa nada ficava na mente das pessoas.
  Na hora seguinte ao debate ou no máximo no dia seguinte, mesmo elas aceitando o que eu havia dito não mudavam uma virgula de seus procedimentos, suas ações.

  Necessidade de passar a tarde conversando eu não tenho, nem sou uma pessoa que gosta de falar muito, prefiro o silêncio.
  Sem resultado nenhum não tenho prazer em debater.
  Entre ficar 3 horas jogando conversa fora e dormir, ler ou assistir um filme prefiro as outras opções.

  Muitos colegas e membros de minha família cobram minha presença física.
  Querem expor suas idéias “olhando olhos nos olhos”, se negam a debater via Internet.
  Dizem que eu "fujo" do enfrentamento cara a cara.
  Não sei com que base dizem isso, todos que já debateram presencialmente comigo, sabem que sou bom nisso.

  Ocorre até um "fenômeno" interessante.
  Eu começo meio atrapalhado como se estivesse trazendo para consciência meus arquivos mentais.
  Em dado momento um "arrepio" percorre todo meu corpo e pensamentos de grande efeito começam a acontecer.
  Incontáveis textos surgiram de conversas rápidas (ou longas), durante o debate surge aquele pensamento/argumento fascinante que eu anoto e desenvolvo o raciocínio.
  
  O problema é que o debate presencial é bem mais cansativo, no entanto o que mais me desmotiva nele é a falta de resultados.
  Gasto um longo tempo com o individuo (ou pequeno grupo) e percebo que ele não salvou absolutamente nada em seus arquivos.

  Debater na Internet é bem mais eficiente, uno o útil ao agradável.
  Dividido com outros todo meu conhecimento acumulado e fico em casa.   
  Debatendo com mais pessoas sempre há a possibilidade que alguém absorva alguma coisa.

  Qual resultado eu tenho?
  Ficam os textos.

   As palavras ditas o vento leva, as palavras escritas permanecem.

  Prefiro o debate escrito por que tudo fica registrado, "salvo em arquivos".

  Se a tecnologia me permite o conforto de estar na minha casa e obter melhores resultados ... não vejo razão para retomar antigos hábitos. 
 
  Sei que muitos familiares e colegas gostam de "jogar conversa fora", comentar amenidades, não tenho nada contra, mas  é um prazer deles não meu.
 Tenho  necessidade de algum resultado.

  A Filosofia para eu só faz sentido se puder acrescentar algum conhecimento, permitir uma troca de experiências, trazer algo que torne minha vida mais eficiente, que torne a vida do outro mais eficiente.

   A mudança não tem “obrigação” de acontecer, mas ela tem que ao menos ser “possível”.

  Se a pessoa discute por discutir só pra passar o tempo, prefiro usar de outra forma o meu tempo.

   






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