segunda-feira, 1 de abril de 2013

Êxtase e Desconexão

  “Não conseguir a desconexão é uma maldição, na maioria das vezes me passa despercebido como um cego que se acostuma com a ausência de luz, mas quando eu olho para aqueles jovens tão desconectados e alegres percebo o peso da minha natureza.” [Falsa Alegria]
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   “ Acho que vc também alcança o êxtase, sr.William- quando filosofa /não foi um estado de “desconexão”, mas foi um estado de descontração, ou êxtase./Toda manhã, eu me “embriago” vendo os miósotis azuis que plantei num canteiro.” [Nihil]

  Entendo. A letra tem seus labirintos. Quando me refiro a realidade relaciono com uma seqüência lógica ou observável das coisas.

  Claro que escrever e filosofar me deixa em êxtase por vezes, mas não me desconecta da realidade, até pelo contrario, a torna mais nua e crua.

  Uma pessoa alcoolizada pode se achar em plenas condições de dirigir, ela esta desconectada de uma realidade.


  Alguém que ganha pouco acha que vai melhorar seu padrão de vida dando 10% a igreja como se Deus fosse um investimento, ela pode ficar em êxtase no momento da oferta, mas desconectada de uma realidade.

  Ora, ficar inebriado com a beleza de uma flor não é ilógico elas realmente são muito bonitas, você pode estar em êxtase, mas não desconectada de uma realidade.
  Espero ter sido mais claro.

[Coloquei a resposta em destaque, pois muitos podem ter caminhado por esta brecha, é fácil se perder no labirinto das letras.]


Como cantava Milton:


“Certas canções que ouço
Cabem tão dentro de mim
Como não fui eu que fiz"


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