quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Pitboys e Bambis

   “O homem sensato adapta-se ao mundo.
   O homem insensato insiste em tentar adaptar o mundo a si.
   Sendo assim, qualquer progresso depende do homem insensato.”  
    [Bernard Shaw]

 
  

  Já li vários pensadores que defendem a tese que descendemos de covardes e de outros que dizem que descendemos de loucos e audaciosos, estas duas linhas de raciocínio não resistem a lógica.
  A grande maioria de nós se equilibra entre a timidez e a ousadia com uma tendência maior a timidez.
  Vamos imaginar o primeiro contato do homem com o fogo por exemplo.
  A Filosofia Matemática nos sugere que provavelmente foi um raio incendiando a floresta ou uma erupção vulcânica.
  Um covarde sairia correndo como uma bicha louca sem se aproximar do fogo em momento algum, já o audacioso se comportaria como um “pitboy” provavelmente seria atingido pelo incêndio correndo riscos desnecessários.
  Temos também aquele tipo OBSERVADOR, nem tão covarde nem tão audacioso.
  Qual desses tipos teria mais chance de dominar o fogo?


  O pitboy é um indivíduo que pensa pouco, planeja pouco. O observador poderia até se aproveitar de sua ousadia o usando como bucha de canhão, como ratinho de laboratório.
  O covarde seria muito fraco em desenvolver novas tecnologias, um tipo fácil de ser manipulado e subjugado.

  Logo, eu defendo a tese que os humanos mais eficientes são do tipo razoável/observadores.

  Pitboys são bons pilotos de testes, cobaias e Bambis são facilmente manipuláveis, tem medo de pensar por conta própria.
  Os mais adaptados são essa harmonia dos contrários, Yin e Yang.
  É evidente que a vida não é exata e entre nós nascem os pitboys e os bambis, mas o tipo vencedor e predominante é o observador com diferentes graus de covardia e ousadia.
  Todos nós temos momentos de ousadia ou covardia, os melhores adaptados conseguem agir com maior “equilíbrio”.
  Não confundir equilíbrio com sucesso:

 “Já disse o quanto Mozart e Michelangelo eram pessoas medíocres, só enxergavam sua arte e mais nada, pessoas limitadas ao seu TALENTO, quem pode dizer que não foram gênios?
  A vida não é exata.
  A massa é medíocre no sentido de não ter uma visão geral das coisas, mas em seus “dons”, seus “talentos”, fazem a diferença na sociedade, não são dispensáveis ou escória.”  

  Pense em um bebê, ele observa muito antes de agir, sabe de sua fragilidade e só se sente bem se sua mãe protetora está por perto. A medida que vai conhecendo as coisas vai experimentando um maior distanciamento dos pais.
  Lembro de minhas filhas quando estavam aprendendo andar, seguravam fortemente minha mão, depois de algum tempo não queriam segurar minha mão de jeito nenhum, corriam de m
im.
  Bebês não são totalmente loucos, planejam, preparam, tentam e só se arriscam quando se sentem seguros para isso.
  Por conta da teimosia minhas filhas levaram tombos, mas sem medo APRENDERAM ANDAR.
  Sinto saudades daqueles pitoquinhos tão indefesos precisando de mim, mas fico alegre que a vida tenha seguido seu curso e que hoje elas andem com suas próprias pernas.
  Então meus amigos minhas amigas que são atraídos por esse tipo de leitura do Blog, provavelmente vocês são do tipo que superou todos os outros, nem tão loucos a ponto de serem consumidos pelo fogo nem tão covardes que não possam tirar algum proveito dele.

    Que o progresso da humanidade deva ser creditado aos loucos “eu” considero SOFISMA.

 Nosso progresso se deve mais aos observadores/planejadores ... à humanos RAZOÁVEIS



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