sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Ilusão do Aquífero Guarani

  “O petróleo era conhecido já na antiguidade, devido a exsudações e afloramentos frequentes no Oriente Médio.
  No Antigo Testamento, é mencionado diversas vezes, e estudos arqueológicos demonstram que foi utilizado há quase seis mil anos.
  No início da era cristã, os árabes davam ao petróleo fins bélicos e de iluminação.
  O petróleo de Baku, no Azerbaijão, já era produzido em escala comercial, para os padrões da época, quando Marco Polo viajou pelo norte da Pérsia, em 1271.”  Clique Aqui
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  Entenda que o petróleo era tão abundante que em certas regiões você podia pega-lo com um vasilhame na superfície da terra.
  Eu desconheço que isso ainda aconteça, sabe porquê?

  Quando você tira petróleo do fundo da Terra não sobra o bastante para aflorar na superfície.

  Sabem uma das coisas que mais me surpreendeu nesses necessários debates sobre seca no Sudeste?

   Constatar que essa história do Aquífero Guarani ser uma grande fonte de recursos hídricos não corresponde à realidade, é uma grande MENTIRA.

  [Se alguém tiver um bom argumento contrário por favor apresente.]

  Na minha mente tirar água do aquífero é como tirar petróleo.
  Pense no aquífero como uma grande bacia d'água ele está cheio e transborda nos rios e lagos.
    Quando você extrai agua da profundidade as lagoas deixam de se formar é como se você estivesse esvaziando a bacia.

  Com relação ao petróleo isso foi até uma solução, quem quer um líquido inflamável brotando em seu quintal...claro, antes que ele fosse tão valorizado.

   No caso da agua a situação é muito diferente, não só queremos rios e lagos como precisamos deles para viver.
  Se começarmos tirar água do aquífero em grande quantidade literalmente esvaziaremos rios e lagoas.
  O Estados Unidos tem usado muito esse recurso de tirar aguas subterrâneas e o volume dos rios estão caindo drasticamente.
  É bom aprendermos com a tentativa e erro deles.

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  Diante disso minha proposta de não deixar toda água doce dos rios se misturar com o mar me parece bem melhor que utilizar aquíferos em grande escala.

  Uns 10 quilômetros antes das águas chegarem ao mar poderíamos retirar pelo menos 50% e através de reservatórios e encanamentos fazê-la retornar para o interior.

 [Claro, em paralelo a isso cada cidade deve construir os maiores reservatórios possíveis]

  Há fartura de agua na região Sul, no caso de São Paulo os rios que desaguam no Rio Grande poderiam passar por intervenção semelhante...50% da vazão retornaria ao interior.

  Campinas está há 685 metros acima do nível do mar.
  São Paulo está há 760 metros.

  A princípio parece loucura elevar a agua dos rios que desaguam no mar a uma altura de 800 metros para que a força da gravidade a distribua.
  Mas leia essa matéria:

  “O poço operado pela Casan, em São Miguel do Oeste, foi perfurado até o Aquífero Guarani e tem 1.276 metros de profundidade.
  Segundo o geólogo da Casan, Vitor Hugo Cereza, o maior problema para explorar esse aquífero na região é a profundidade de perfuração e a temperatura da água, que chega a 50ºC.
  “Os equipamentos para explorar essa água, que é resfriada e tratada antes de ser distribuída à população, também devem ser especiais, desde cabos de energia, tubulação e bomba submersa”, relata.”  Clique Aqui


  Parece muito elevar a água a 800 metros, mas para atingir a água do Aquífero Guarani precisamos de sondas de 1000 metros.
  E note que o processo não é simples nem barato.
  A princípio poderíamos bombear a água para um reservatório no morro mais próximo a força da gravidade faria o resto.

  Vamos ver se você consegue visualizar.
  Suponhamos que temos rios desaguando [jogando água doce no oceano] perto do Corcovado.
  Esse morro tem 710 metros de altura, se construíssemos um grande reservatório lá no alto e bombeássemos as águas para ele pela força da gravidade todas as cidades abaixo dessa altitude em teoria poderiam ser atendidas.

  Por favor, essa é uma exposição tosca, o esboço de uma ideia.
  É evidente que não tenho conhecimento suficiente de engenharia e estudos topográficos para constatar se é viável.
  E não, não estou propondo despejar o Cristo Redentor do morro...HAHAHAHAHAHAHAAHAHAHAH!
  Só procurei um morro que todos conhecem.
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  No Brasil cada cidade tem seu departamento de aguas e se vira como pode, acredito que esse amadorismo tem que acabar.
  O bom aproveitamento dos recursos hídricos agora é coisa para cachorro grande... ESTADO e UNIÃO.
  Não, nada de mais estatais.
  O Governo convoca técnicos que propõe projetos, escolhido o melhor projeto abre-se uma licitação para iniciativa privada.
  Claro que a iniciativa privada só vai se interessar se vislumbrar LUCRO.
  Cabe a sociedade garantir que o investidor tenha seu JUSTO retorno.

  O importante nesse texto é você perceber como eu percebi que essa história de explorar os recursos do Aquífero Guarani não resiste a LÓGICA.

  Todos sabem o quanto historias desse tipo me incomodam.
  Se eu consegui te incomodar um pouco já me dou por satisfeito.



Planeta Água
 
  Já pensou se na foz do Rio Amazonas [ou outro rio qualquer] ao invés de deixarmos a agua doce se perder no mar nós a canalizássemos e distribuíssemos por todo litoral?
  Tubulações enormes que acompanhariam a costa brasileira no fundo do mar.
  Essa agua chegando ao litoral, de obra em obra, poderia chegar até o interior se quiséssemos.

  “A Grande São Paulo, maior núcleo urbano do país, consome cerca de 60 metros cúbicos de água por segundo.
 O Rio Amazonas nasce na cordilheira dos Andes, no Peru. Possui 6.868 km, sendo que 3.165 km estão em território brasileiro. Sua vazão média é da ordem de 109.000 m³/s e 290.000 m³/s na estação de chuvas.”

   Observe que só do rio Amazonas são 109 mil metros cúbicos de agua simplesmente jogadas no mar, sem aproveitamento.

  Até um alienígena mais burrinho não entenderia porque falta agua no Nordeste.  Clique Aqui

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