sábado, 19 de setembro de 2015

Contribuição de Empresas

  Gostei do STF proibir a contribuição de empresas, nessa crise política toda é uma ótima notícia.

  Não faz sentido uma empresa fazer doações de campanha.

  O Bradesco por motivos óbvios pode contribuir com milhões para campanha, mais vale o político conquistar o apoio da Empresa Bradesco que de milhões de eleitores.
  É uma concorrência entre pessoas jurídicas e físicas pra lá de injusta.
  Mesmo que limitemos a contribuição, fica algo surreal.
  O Bradesco não existe como um ser pessoal.
 
  Acompanhe o raciocínio.

  Imagine que a Microsoft seja uma empresa brasileira.
  Uma empresa desse porte geralmente é uma sociedade anônima.
  Você tem ações da empresa e ela apoia um candidato que não é o da sua preferência, o que fazer!?
  Se você tem muitas ações e faz parte do conselho pode influenciar de alguma maneira, mas a palavra final será do acionista principal.
  Oras, se o acionista principal simpatiza com algum candidato que contribua como pessoa física, pague do seu próprio bolso e não use o capital da empresa.
  Imagine que o prefeito de Campinas simpatize com um candidato e use o dinheiro da cidade para apoia-lo!
  No caso da empresa não é muito diferente.
  Para quem não conhece é difícil explicar.
  Mas quando você tem ações de uma empresa e esta apresenta lucro, a empresa distribui dividendos aos acionistas.
  Se você tira do caixa da empresa 1 milhão claro que esse montante sai do lucro e todos os acionistas são afetados.
  No caso do Brasil esse é um triste investimento.
  A “Empresa” contribui com a campanha e depois cobra facilidades.

  A contribuição deve ser pessoal, identificar quem está contribuindo e quem está recebendo além de ser limitado a uma certa quantia.

  Assim fica muito mais fácil detectar se há algum favorecimento ilícito.
  Senão fica aquele velho discurso das “contribuições legais de campanha.”
  Atualmente para fazer alguma justiça dependemos da delação premiada porque não temos formas efetivas de controle.
  A delação é uma importante ferramenta, mas precisamos ir além dela, é surreal depender de bandidos para ter alguma justiça...

 Ninguém é ingênuo a ponto de acreditar que o dinheiro por fora [Caixa 2] vai acabar, mas se estabelecermos punições duras para esse tipo de delito o objetivo é que por ser arriscado diminua bastante.
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  Muitos argumentam que eleições são caras e sem a contribuição das empresas ficam inviáveis.

  Cada partido vai se virar com o que tem é um excelente teste para verificar se está apto a administrar o país sem estourar as contas públicas.
  Quem vai contratar um alcoólatra para administrar um boteco!?

AGORA TEMOS A INTERNET.

  Cada cidadão que faça campanha e contribua com o candidato de sua preferência.
  Os tempos são outros.
  Por enquanto voto em Bolsonaro e se precisar de contribuição eu contribuo.
  Os Petistas acham que levam alguma vantagem, mas é engano.
   Vejam que mesmo com todo aparelhamento, toda dinheirama   fruto de propina bancando a eleição de Dilma ela ganhou por pouco.

  Não me surpreende governos esquerdistas aumentarem tanto os impostos, mas sim como brasileiros (latinos em geral) ainda se iludem tanto com o populismo barato que sai sempre tão caro.
  [Sem contar a tolerância inacreditável com a corrupção.]




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