domingo, 4 de outubro de 2015

Seguro Desemprego

  Embora previsto na Constituição de 1946, o Seguro Desemprego foi introduzido no Brasil no ano de 1986, por intermédio do Decreto-Lei n.º 2.284, de 10 de março de 1986 e regulamentado pelo Decreto n.º 92.608, de 30 abril de 1986.



  Acho importante trazer as pessoas esse tipo de informação com data e número do decreto.
  Quem estava no governo em 1986?
  Era José Sarney.

  Quando debato com algumas pessoas noto que elas defendem com convicção que antes de 2003 absolutamente nada de bom ou importante foi feito em nome do social.

  Foram 500 anos de diabólicos governos de “direita” oprimindo os “trabalhadores.”

  Para começar nunca houve no Brasil um governo de direita no sentido de liberalismo econômico.
  Tanto no período monárquico quanto republicano nossos governos foram todos fortemente intervencionistas, muito mais do que é recomendável em um Liberalismo eficiente.
  É claro que esse intervencionismo tinha boas intenções.
  Sempre que surgia alguma novidade nos países mais desenvolvidos que tornasse a sociedade mais justa o governante tentava aplicar aqui.

  Esse governo ou elite dominante que há 500 anos só quer ferrar os mais pobres é LENDA.

  Tirando a escravidão dos negros [O Brasil foi um dos últimos países a abolir] as demais conquistas trabalhistas ocorridas no mundo não demoraram muito a chegar até nós.
  É interessante que mesmo a escravidão demorando mais para acabar aqui notamos que ela não produziu uma forte segregação racial como em outros países.
  Casamento entre “cores” era uma aberração em muitos países, aqui por volta de 1930 já não era um grande problema.
  Em muitas nações negros não estudavam na mesma escola que brancos, mas aqui no Brasil se isso ocorreu foi antes de 1900 após essa data não sei de relatos desse tipo.
  Quero dizer que aqui brancos, negros e índios colocaram a suruba racial em primeiro lugar...
😆

  Quando um homem branco se apaixona por uma negra todos os preconceitos raciais caem por terra é a força do amor... que fofo.
  Quando uma mulher branca se apaixona por um homem negro nem a família consegue impedir o romance e não tem uma política de Estado proibindo ou dificultando esse relacionamento.

  Aqui no Brasil nós levamos aquele pensamento “faça amor” não faça a guerra muito a sério.

  Aconteceu a mesma coisa com índios, japoneses, árabes... a miscigenação aqui foi e é intensa.
  O sexo e o amor, aqui nos trópicos, teve essa parte boa de aparar um monte de arestas raciais e ideológicas.
  Aqui não temos nem guerra religiosa.
  Católicos acreditam que evangélicos vão para o inferno por estarem fora do catolicismo.
  Evangélicos acreditam que católicos são adoradores de imagens e são eles que irão para o inferno.
  Mas você vê essa rivalidade nos casais?
  Quando eu era crentinho ... nunca evitei sair com uma catoliquinha. 
[Nessa fase não pegava ninguém porque era muito tímido, “respeitador”]

  Um relacionamento não rolar por causa de religião era raríssimo no Brasil e é até hoje.
  Voltando a razão desse texto...
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  Tanto governos anteriores se preocuparam com o “social” que coisas como Seguro Desemprego tem desde 1986 não foi invenção ou conquista do PT.

  “A Carteira Profissional, que originou a atual Carteira de trabalho e Previdência Social, foi criada no governo Getúlio Vargas, em março de 1932.
  Trata-se de um documento que registra o histórico profissional e garante direitos como salário, férias, 13º salário, seguro-desemprego, aposentadoria, FGTS.”
[Diego Meneghetti]

  Getúlio Vargas tanto NÃO era Comunista/Socialista que colocou o Partido Comunista na ilegalidade, ele proibiu ser comunista no Brasil, isso aconteceu em 1935.
  Getúlio Vargas também não era Liberal/Direita, ele era o Estado e intervinha com mão de ferro na economia.
  Getúlio Vargas foi um populista com pretensão a Ditador.
  O Governo de Getúlio foi algo que pode ser mais caracterizado como Fascismo.
  Um homem passa a ser o Estado.
  Como Peron na Argentina ou Hugo Chávez na Venezuela.
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  Na Constituição de 1988 nos preocupamos tanto com o “social” que promovemos benefícios sem ter de onde tirar dinheiro e assim fomos nos endividando cada vez mais mesmo aumentando fortemente a carga de impostos e taxas.

   Vejam o caso recente do seguro desemprego, ele estava dando mais despesa que o Bolsa Família.

  “As despesas com o seguro-desemprego saíram de R$ 6,6 bilhões em 2003 para R$ 31,9 bilhões em 2013, aumento de 383,3 % no período. O universo de beneficiários subiu 74,5%, de 5,1 milhões para 8,9 milhões de trabalhadores.” [Ministério do Trabalho]

  Aqui você entende os números mágicos da nossa taxa de desemprego.
  Só é considerado desempregado quem está procurando emprego, quem vive de Bolsa Família ou está recebendo Seguro Desemprego não está procurando emprego ... pelo menos de carteira assinada.
  Muitas pessoas ficavam apenas 6 meses no emprego e aí forçavam uma demissão para ficar 4 meses de “férias.”
  Por 4 meses não procuravam emprego.

  É evidente que agindo dessa maneira os indivíduos não criam grandes vínculos profissionais e dificilmente serão profissionais de sucesso e bem remunerados, mas muitos indivíduos são imediatistas, para eles importa viver o momento, ter algum dinheiro para a balada.
  Cerca de 8 meses trabalhando sem muita responsabilidade e depois 4 meses de férias.

  Agora por absoluta necessidade o Governo mudou as regras do jogo dificultando um pouco mais a concessão desse benefício.

  O Governo está sendo ruim, não gosta do trabalhador?

  Oras, se não há dinheiro ... não há dinheiro não tem mágica há fazer.

  O Socialismo e o Populismo duram enquanto durar o dinheiro e for possível o endividamento.

  Para chegar ao poder você tem que prometer uma grande festa e para se manter tem que continuar com a festa da gastança, por motivos óbvios uma hora o pão e circo não podem ser mais mantidos.
  Uma boa solução para diminuir esse círculo vicioso nefasto é um melhor conhecimento econômico por todos os cidadãos.
  Isso sempre foi muito difícil, mas a Internet está democratizando informações de uma forma jamais vista.
  Quem sabe as pessoas agora muito mais informadas, façam melhores escolhas...

  Mesmo que ainda houvesse dinheiro para tantos programas sociais eu sou a favor de medidas restritivas para qualquer benefício.
  Precisamos separar o joio do trigo.
  Empregado/funcionário no meu entendimento não são sinônimos de trabalhador.
  Se alguém consegue um emprego, uma função, e não trabalha com profissionalismo primeiro tem que ser muito bem orientado se feito isso as falhas continuam é melhor acontecer o desligamento.
  O indivíduo deve procurar algo mais de acordo com seu perfil.
  Se notamos que a falha de adaptação é proposital para burlar o sistema o benefício deve ser negado.
  O que eu já vi de “171” e corpo mole do funcionário prejudicando a empresa, os colegas e por tabela o cliente, foram incontáveis vezes.

  A maioria dos brasileiros infelizmente tem esse dogma que empregado é sempre a vítima em qualquer situação.
 
Dogma = Verdade absoluta que nunca deve ser questionada. “É assim, porque é assim e não se fala mais nisso.”





A Festa:

   É justo que a família do preso receba o auxílio-reclusão?

  Observem que é um benefício muito especial o qual nenhum outro trabalhador tem direito.
  Sabiam que não tem nem carência?
  Se você estiver no seu primeiro emprego trabalhando há 1 mês sua esposa já tem direito ao benefício.
  Matar, roubar ou traficar é algum benefício que o marginal faz a Sociedade!?
  Recebe o benefício por bons trabalhos prestados a comunidade!!!!
  O auxilio reclusão não tem carência e nem tempo para acabar, enquanto a família estiver dentro das exigências o benefício será pago, 1, 2, 3... 10 anos.

  Lembrem-se que o seguro desemprego são no máximo 5 parcelas. [Terapiada Lógica]


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