sábado, 26 de novembro de 2016

Carros Autônomos

  Quando os carros autônomos serão comuns?



  “Diversas montadoras poderão lançar veículos totalmente autônomos já na próxima década.
   A BMW, por exemplo, afirmou que terá produção em série em 2021.
   Porém, a venda desses veículos não depende só da tecnologia, mas de leis que autorizem e determinem regras para o sistema, além de preparação de infraestrutura para as cidades conviverem com os carros autônomos.

  Um modelo de smartphone da Samsung começou a super aquecer a bateria.
  Li inúmeros comentários indignados:

“Como isso pode acontecer!?”

  Acontecendo oras!
  Por mais que você teste um produto é impossível ter controle absoluto sobre todas as variáveis.
  Todos queremos baterias mais duráveis, os engenheiros estão correndo atrás.
  Deveríamos lamentar o ocorrido, mas nos limitamos a indignação.
  Ainda bem que não ocorreu nada mais grave.
  Um usuário teve a perna queimada levemente, mas foi bem indenizado.

  Se quisermos avançarmos tecnologicamente devemos aceitar os riscos.

  Fizemos isso no passado.
  Fico imaginando quão limitado seria nosso progresso científico se fossemos tão politicamente corretos nos últimos 300 anos quanto somos agora.
  De 1700 para cá nosso progresso tecnológico foi fantástico.

  Não, não estou falando para voltarmos a ousadia um tanto irresponsável do passado.
  Me preocupa que caminhemos para o extremo oposto. 😩 fiquemos covardes demais.


  Vejam o caso dos carros autônomos, já são confiáveis, mas tudo um dia quebra ou apresenta defeito de fabricação.
  O problema é ajustar a legislação.
  Se estou em um carro autônomo e por alguma falha alguém é atropelado quem será processado?
  Não pode ser eu.
  Se processarmos o fabricante fica uma situação muito complicada.
  Estamos exigindo carros perfeitos!
  Como alguém pode fabricar produtos perfeitos, infalíveis!?

  Se adotarmos esses carros autônomos teremos que em caso de acidente procedermos como acidentes naturais, considerarmos uma fatalidade.

 [A não ser que depois de investigações fique comprovado algum tipo de negligência.]

  Quando um vulcão entra em erupção ninguém processa o vulcão, quando alguém é atingido por um raio ninguém processa São Pedro…

  Para falhas do sistema autônomo podemos ter seguros de vida e acidentes como já temos hoje.

  Entenda que se a cada acidente a indústria tiver que pagar multas bilionárias isso inibe muito o avanço dessa tecnologia poucos fabricantes irão se arriscar.

  Por outro lado se colocarmos essa tecnologia para funcionar vamos corrigindo as falhas e aperfeiçoando.
 Os benefícios compensam os riscos.

  Medite comigo.

  Computadores são muito mais confiáveis para dirigir veículos que nós humanos.
  Computadores não bebem, não usam drogas, não sentem sono, não falam ao celular, não se distraem olhando o traseiro ... digo paisagem 


  A maioria dos acidentes de trânsito acontecem por imperícia ou imprudência.
  De certo os carros autônomos apresentarão falhas, mas duvido que seja mais que um décimo do que os humanos falham naturalmente.
  Teremos uma maior eficiência no transporte e redução drástica nos acidentes.

  Precisamos ser mais tolerantes com novas tecnologias.

  No Brasil cerca de 45 mil pessoas morrem por ano em acidentes de trânsito.
  Uma tecnologia que reduza 50% dos acidentes vale a pena o risco de ser implementada.
  Uma frase que gosto muito é:

“O ótimo é inimigo do bom.”

  Você tem uma situação ruim ou péssima e uma ação pode torna-la menos ruim em 50%.
  Entretanto você só aceita uma mudança se a melhora for de 100%!
  Como não tem nenhuma ação ou tecnologia que possibilite o ótimo, a perfeição, você não muda nada e a situação péssima permanece por tempo indeterminado.
  Para uma vida mais eficiente temos que levar em consideração qualquer melhora nem que seja de 1%.
  Claro que em caso de pequenas melhoras entra o cálculo de  custo benefício, mas vamos ficando por aqui.

As dez principais causas de acidentes no trânsito. 

1. Excesso de velocidade

2. Esquecer o cinto de segurança

3. Uma mão no volante

4. Mudança repentina de faixa

5. Pouca distância de veículos

6. Uso do celular

7. Cansaço, fadiga e sono

8. Consumir bebidas alcoólicas

9. Não observar a via

10. Falta de revisão do veículo



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