sábado, 28 de janeiro de 2017

Conhecimento e Imaginação

  Por que nossos QIs nunca estiveram tão altos, mas não estamos mais espertos?


  Para tentar desvendar esse enigma vou retornar a um pensamento proferido por Einstein, mais que um grande cientista um grande FILÓSOFO.
[Essa já é a “chave mestra” desse texto.]

  “A imaginação é mais importante que o conhecimento.
   O conhecimento é limitado.”
   [Einstein]

  Faz algum tempo escrevi um texto dizendo porque não concordava com esse pensamento de Einstein, mas foi em outro contexto:

 “Nessa questão eu discordo de Einstein.
  Reconheço a importância da imaginação, mas dizer que ela é mais importante que os fatos...não consigo defender essa argumentação.
  Acredito que Einstein se referiu a “extrapolarmos as possibilidades”.

  Não confunda com contradição.
  Vamos para outro plano de pensamento, vamos “extrapolar as possibilidades”.
  Talvez quando Einstein formulou esse pensamento foi na perspectiva que apresentarei hoje, mas a frase se popularizou de uma maneira romântica.
  O pensamento romântico que ficou popular sou contra.

  Inclusive em países como o Brasil nossas escolas passaram a estimular muito a imaginação do aluno em detrimento de lhe passar conhecimentos.

  Quando a imaginação passa a ser de extrema importância?

  “DEPOIS” QUE VOCÊ ADQUIRIU MUITO CONHECIMENTO sobre determinado assunto.
  Adquirir conhecimento [Se inteirar dos fatos] deve vir antes da imaginação.

  O que Einstein quis nos passar ao dizer que o conhecimento tem limite?

  Não tenho como saber exatamente o que Einstein pensava ou deixava de pensar.

  Vou externar o que “eu” penso.

  “O conhecimento só pode te trazer até hoje, o presente, se você quiser inovar precisa da imaginação para ver o futuro.”
[William Robson]
   
  O conhecimento é ILIMITADO ou você sabe de alguém que tem conhecimento pleno sobre tudo?
  A cada dia acontecem novas descobertas ampliando ainda mais o conhecimento humano.
  Mais uma contradição?
  Humm...
  Vamos dizer que a “FONTE de determinado conhecimento” tem limite.
  Você só pode extrair de um HD o que está nele.
  Se ele tem 10 gigas de informações, esse é o limite desse arquivo.

  Vejam essas ótimas provocações:
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1 - “E se o aluno quiser saber alguma informação que o pobre professor não conhece, ou na qual não consegue pensar?”
[Nihil no G+]
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  ISSO É EXCELENTE.
  Ninguém tem a obrigação de saber tudo inclusive o professor.
  Um aluno que não se contenta com a resposta do professor irá pesquisar em livros, debates e hoje em dia Internet.

  O professor de Einstein não desenvolveu a teoria da relatividade.

  O professor de Edison não desenvolveu a lâmpada elétrica.


  Percebem?
  O conhecimento que os professores de Einstein tinham se limitavam ao que já havia sido descoberto.
  Como a teoria da relatividade não havia sido elaborada Einstein evidentemente não a aprenderia com seus professores.
  Mas por outro lado se Einstein não adquirisse todos os conhecimentos passado pelos professores não teria base para desenvolver algo novo.
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2 - “Quando o aluno manifesta um interesse maior por uma matéria, indo além da aula, é costumeiro a professora estudar junto, se ela não sabe.
  Isso, claro, quando o interessado se comunica a respeito.”
[Nihil no G+]
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  Como eu disse TEMOS QUE MUDAR A MENTALIDADE.

  Não tenho como defender que professores sejam gênios capazes de responder a toda e qualquer dúvida.
 Quem consegue defender esse argumento ... defenda!

  Meu filósofo mais querido já dizia.

             “SÓ SEI QUE NADA SEI”

  Não sei o que é pior, nossa sociedade acreditar que um professor tem que saber tudo.
  Ou o professor acreditar que ele é capaz disso...

  Com minhas filhas sempre fui muito honesto.
  Eu e minha esposa não sabemos tudo e não podemos tudo.
  Muitos interesses de minhas filhas elas terão que pesquisar por elas mesmas e serem o que puderem ser.
  Nunca passei para minhas filhas que professores são muito melhores (ou muito piores) que eu e minha esposa.

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
  O conhecimento não tem limite, mas sua fonte tem.

  Se sua fonte para determinado assunto é seu professor, o máximo que conseguirá saber é o que seu professor sabe.
  Você pode consultar outras fontes, outro professor, livros, sites de busca ... mas seu conhecimento será limitado ao que já se sabe.
  Para ultrapassar esse limite das fontes você terá que produzir conhecimento ... resumindo:
 
  De posse do conhecimento se você quiser inovar precisará da imaginação/criatividade.

  Feitas essas considerações vamos voltar ao enigma proposto.

  “Por que nossos QIs nunca estiveram tão altos, mas não estamos mais espertos?”
[BBC]

  Eu não gosto da linha de raciocínio das matérias da BBC, aliás nunca pensei que ficaria tão desintonizado da “imprensa” como estou atualmente.
  Mas eu gosto de frequentar lugares onde as pessoas pensam diferente de mim, o choque de opiniões sempre foi muito útil para eu melhorar minha filosofia, meditar sobre outros pontos de vista.

  É muito subjetivo afirmar que “não estamos mais espertos”.

Esperto Sagaz, vivo, hábil; que tem facilidade para perceber e compreender as coisas; que se comporta ágil e eficientemente.

  Qual o critério usado para medir que éramos mais espertos há mil ou quinhentos anos atrás!?

  O aumento do QI é mais ou menos obvio.
  Com a universalização do ensino (pelo menos o básico) mais crianças foram expostas desde de cedo a algum sistema educacional.
  Era de se esperar que o cérebro humano submetido a muito mais informações se adaptasse a essa nova condição melhorando suas conexões neurais.

  É a mesma coisa de uma criança começar a fazer balé com 5 anos e outra com 15 anos.
  É evidente que tem muitas variáveis genéticas.
  A criança que começou com 15 anos pode ter um grande talento e se destacar, mas no geral a que começou com 5 anos leva uma grande vantagem.

  Mesmo que a criança que começou aos 5 anos não tenha uma boa habilidade genética para dança, com tanto treino, ela ficará uma dançarina média, sem o treino até sua coordenação motora ficaria comprometida.

  Quanto a “esperteza” em função do aumento do QI acredito que ela também aumentou o problema é como medir isso.
  Temos menos guerra, menos fome, menos escravidão, vivemos mais e com melhor saúde ... minha aposta é que estamos mais espertos.
▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
  Fiz um exercício mental, desenvolvi um produto para apresentar nesse texto como demonstração de “esperteza.”

  Para eu esse produto não tem nenhuma utilidade porque não sou dono de seguradora nem tenho capital para ser, mas é um produto que eu queria ter por isso o IMAGINEI.

  Minha filha não tem condições de criar tal produto porque ela não tem conhecimento.
  Ela não dirige, nunca comprou um carro, nunca pagou seguro.
  Mesmo que minha filha tenha um QI altíssimo sem conhecimento é difícil aproveita-lo.
  Mesmo que ela tivesse um QI altíssimo e muito conhecimento sem imaginação não desenvolveria nada novo.

  O produto que vou lhes apresentar só é possível porque eu adquiri conhecimento sobre seguros no limite do que o mercado me oferece.
  Se esse tipo de seguro existe ... aqui em SP eu nunca encontrei.

  Eu imagino um seguro mais barato pelo menos 50% abaixo do que é praticado.
  Para isso eu teria que abrir mão de certas coberturas que no final das contas um motorista ajuizado como eu raramente utiliza.
  Estou disposto a correr o risco da cobertura mais limitada e talvez o leitor também.

  Quando você não paga seguro o maior medo é seu carro ser roubado e voltar a depender de ônibus.
  [Não gostamos de pensar em graves acidentes.]

  Com muita disciplina financeira você começou com uma lata véia, passou para um carro usado, mudou para um seminovo, evoluiu para um zero e agora tem um top de linha.
  Com um carro de 90 mil você se sente obrigado a pagar seguro é a poupança de uma vida para a maioria de nós.
  Já pensou ser roubado e voltar a andar a pé!
  Segurar um carro de 90 mil e caro.
  Mas e se eu fizesse uma apólice de 45 mil?
  Em caso de perda total ou roubo eu receberia da seguradora um outro modelo de carro bem mais barato.
  Pelo menos eu não voltaria a andar a pé.
  Ficaria sem meu carrão de 90 mil, mas ainda restaria um bom carro de 45 mil caso ocorresse o pior.
  Minha apólice ficaria mais barata porque ela cobriria um carro de valor bem menor.

  Eu abriria mão do socorro mecânico.
  A seguradora se limitaria a ter um serviço de guincho 24 horas que me levaria para a oficina da minha escolha ou a mais próxima.
  Peças e consertos ficariam por minha conta.
  Carros novos tem pelo menos 1 ano de garantia.
  Como sou cuidadoso e atento na manutenção os veículos raramente quebram.

  E em caso de acidente de trânsito?
  Se der conserto o guincho me leva para oficina.
  Se for perda total ... fazer o que 😩 fico com um carro na metade do valor que eu tinha.

  E danos a terceiros?
  Sou um motorista ajuizado, até hoje nunca atropelei ninguém, nem bati o carro.
  Se eu atropelar alguém ou for o causador de uma batida vai haver uma negociação, vou pagar o que for possível pagar.
 
  Caso aconteça algo mais grave, que eu não tenha condições imediatas para sanar, faço um empréstimo bancário.
   Eu dirijo há anos já paguei uma fortuna de seguro e nunca utilizei esse tipo de serviço.

  Veja bem, no caso do empréstimo pessoal, vou gastar dinheiro com algo que aconteceu e não que talvez possa acontecer.

  Os produtos que as Seguradoras me oferecem não são do meu agrado.

  Pago caro por um seguro que cobre coisas que raramente uso e outras que nunca usei.
 
 Então eis aí um tipo de seguro que pode ser barato e atender muito bem um nicho de motoristas ajuizados.

  Por ser barato mais pessoas o comprariam.
  Devido a cobertura ser bem limitada diminuiria sensivelmente o risco das operadoras.

A) As Seguradoras aumentariam a quantidade de clientes e reduziriam os riscos.

B) Os motoristas ajuizados pagariam menos e os motoristas desatentos teriam um ótimo incentivo para serem mais responsáveis, o preço do seguro.

  Me parece um bom produto, uma inovação.

  “O conhecimento só me leva ao que já existe, a imaginação me leva a inovação.”
[William Robson]

To be continued...


 Imaginação sem conhecimento ... 😄



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sábado, 21 de janeiro de 2017

Ensino Fundamental

  PROFESSORES DO ENSINO FUNDAMENTAL DEVERIAM SER TÃO BEM REMUNERADOS QUANTO OS PROFESSORES UNIVERSITÁRIOS?

  Acredito que NÃO.
  Não entendo porque nossos profissionais da educação complicam tanto o ensino fundamental.
  São conhecimentos básicos que qualquer pessoa com nível Universitário domina.
 [Ou deveria dominar]

  2 + 2 ainda é 4 e não temos notícias que deixará de ser.

  Uma ilha continua sendo uma pequena porção de terra cercada de agua por todos os lados, menos o de cima.

  O dia da independência continha sendo 7 de Setembro.

  A molécula da agua continua sendo H²O.

  Enfim, não sei porque professores tanto preparam aula!

  É passar o conhecimento, forçar alguma repetição através de pesquisas, trabalhos, lições de casa, e testar a assimilação nas provas.

  Os alunos “burrinhos” (ou com memória fraca) terão aula de reforço.

  DEFENDO QUE QUALQUER PESSOA COM NÍVEL UNIVERSITÁRIO POSSA DAR AULAS NO ENSINO FUNDAMENTAL.

  Bastaria fazer um curso de especialização de 6 meses e mais 6 meses de estágio em sala de aula como auxiliar de algum professor experiente.
  Esse curso poderia ser feito simultaneamente com a faculdade.

  As pessoas dariam aulas por um tempo, principalmente jovens que garantiriam alguma grana enquanto se preparavam para outras empreitadas.
  Enquanto o advogado não consegue trabalhar em um grande escritório, vai dando aulas no ensino fundamental.
  Isso serve para o engenheiro, médico, filósofo, arquiteto...

  Tem também aquele profissional que já se aposentou, mas gostaria de alguma atividade ... que tal dar aulas para crianças, nada muito puxado, só no período da tarde ou da manhã.

  Ou aquela mulher que quer se dedicar a criação dos filhos, o marido trabalha, e ela poderia ganhar algum dinheiro dando aulas em meio período.

  Enfim, NOVOS TEMPOS, NOVAS FORMAS DE ORGANIZAR A SOCIEDADE.

  Claro que os salários no ensino fundamental tem que ser atrativos, mas não precisa ser uma fortuna.
  Não é possível que o Universitário ganhe mais dinheiro sendo balconista de alguma lanchonete!

  Claro que podemos pensar em um plano de carreira para aquele professor muito bom e que adora trabalhar com crianças.
  De repente aquele indivíduo que começou a dar aulas sem grandes pretensões pode descobrir uma grande vocação isso é excelente para nossa sociedade.
  Mudando nossa mentalidade/Cultura, muita coisa boa/eficiente pode surgir.

  Mas...

PRECISAMOS MUDAR A MENTALIDADE


  Em alguns países têm o “livro do professor.”
  Basicamente é o mesmo livro que está na posse dos alunos com a diferença que o livro do professor vem com todas as respostas.
  Obvio que esses livros são feitos de acordo com o conteúdo pedagógico pretendido dar as crianças.
  Muitos pensadores acham o livro do professor uma coisa horrível.
  Eu acho muito bom/eficiente.
  Imagine que o Brasil de norte a sul tivesse livros do professor adotados nacionalmente para cada matéria.
  Português, matemática, ciências gerais, geometria, geografia, história.
  O professor de português não precisaria “preparar” nenhuma aula, bastaria seguir o livro/apostila de forma a concluí-lo até o final de ano letivo.
  Cada ano/série um conteúdo específico.

  A moça que se formou em agronomia não precisa ter conhecimentos profundos de português para lecionar essa matéria no ensino fundamental.
  Bastaria seguir o livro do professor.

  No ensino fundamental não se espera grande alteração de conteúdo.

  Exemplo:
  No livro de ciências gerais está lá a estrutura do átomo.
  De repente acontece uma descoberta científica relevante ... nós alteramos o livro.
  Entretanto se olharmos para o que nossos avós aprenderam sobre átomos lá na década de 40 veremos que nada de significativo foi acrescentado a esse conhecimento.

  Por favor, não sejam ignorantes.
  Estou falando de ENSINO FUNDAMENTAL.
  Devemos passar a nossas crianças conhecimentos básicos sobre átomos, se no futuro o indivíduo se interessar por física nuclear, a faculdade de física o elevará a outro patamar.

  Na escola passei muito tempo aprendendo a fazer a tabela de Linus Pauling, caía na prova.
  NÃO acho que é o tipo de conhecimento que alguém precise adquirir no ensino fundamental.
  NO BRASIL TEMOS EXCESSO DE CONTEÚDO.
  Tentamos ensinar tantas coisas para nossas crianças que elas acabam não fixando o básico.
  Como se não bastasse ainda temos o sério problema dos nossos professores quererem “formar cidadãos”, entenda-se doutrinar as crianças em uma ideologia “progressista”.

  Então temos:

  Professores priorizando formar cidadãos, enquanto transmitir conhecimentos fica em segundo ou terceiro plano.

  Transmitir conhecimento não é prioridade, e ainda colocam excesso de conteúdo como se o ano letivo tivesse 400 dias.
  É evidente que as crianças ficam com um conhecimento muito superficial de tudo, acabam esquecendo.
  E o pior, não fixam conhecimentos básicos, essenciais

  Fica claro que uma apostila nacional facilitaria muito as coisas, uma padronização do ensino.

  Criaram dificuldades muito grandes para alguém ser professor e não satisfeitos tornaram dar aula algo tão complexo quanto física quântica.

  Quais grupos ideológicos nos conduziram a isso não vem mais ao caso.
  A boa pergunta é:

  Se sabemos que precisamos mudar ... porque não mudamos?

  “Decifra-me ou te Devoro.”


 

1-   “E se o aluno quiser saber alguma informação que o pobre professor não conhece, ou na qual não consegue pensar?”
[Nihil]
▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
  ISSO É EXCELENTE.
  Ninguém tem a obrigação de saber tudo inclusive o professor.

  Em texto recém revisado eu falo do Libido “desejo do conhecimento”, curiosidade.
  (Freud infantilmente limitou tudo a sexo)

  Um aluno que não se contenta com a resposta do professor irá pesquisar em livros, debates, e hoje em dia Internet.

  O professor de Einstein não desenvolveu a teoria da relatividade.

  O professor de Edison não desenvolveu a lâmpada elétrica.





2 - “Entendo seu posicionamento, mas devemos acrescentar que se a Escola propõe um modelo ético destoante do modelo familiar, podem acontecer alterações significativas no comportamento da criança esperado pelos pais.”
[Comentarista no G+]
▬▬▬▬▬▬
  Não vejo necessidade da Escola ter “ideologia”, “formar cidadãos”
  Me basta que ela TRANSFIRA CONHECIMENTOS.

  Ensine matemática, química, física, português, geografia... transmita CONHECIMENTO.

  Escolarizar é com a Escola, Educar é com a Família.

   Se sou judeu não me interessa que a escola passe valores “éticos” cristãos ou de qualquer outra religião.
  Se sou ateu não me interessa que a Escola passe valores de qualquer espiritualidade.
  Se sou hétero não me interessa que a escola induza meu filho ao homossexualismo.
  Se sou marxista não me interessa que a escola passe valores capitalistas.

  Enfim, cada pai que passe para seu filho os valores “éticos” que acredite.
  E depois os filhos que façam suas próprias escolhas.

  A escola deve ser o mais neutra possível, deve focar em ESCOLARIZAR.





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sábado, 14 de janeiro de 2017

Precisamos de Vereadores?

Vereadores têm quatro funções principais:

FUNÇÃO LEGISLATIVA: Consiste em elaborar as leis que são de competência do Município, discutir e votar os projetos que serão transformados em Leis, buscando organizar a vida da comunidade.

FUNÇÃO FISCALIZADORA: O Vereador tem o poder e o dever de fiscalizar a administração, cuidar da aplicação dos recursos, a observância do orçamento.
  Também fiscaliza através do pedido de informações.

FUNÇÃO DE ASSESSORAMENTO AO EXECUTIVO: Esta função é aplicada às atividades parlamentares de apoio e de discussão das políticas públicas a serem implantadas por programas governamentais, via plano plurianual, lei de diretrizes orçamentárias e lei orçamentária anual (poder de emendar, participação da sociedade e a realização de audiências públicas).

FUNÇÃO JULGADORA: A Câmara tem a função de apreciação das contas públicas dos administradores e da apuração de infrações político-administrativas por parte do Prefeito e dos Vereadores.

  Em uma estrutura republicana não sei como poderíamos abrir mão da existência de vereadores!

  Cada cidade tem suas particularidades é evidente que precisamos de moradores locais para decidirem o que é melhor para a localidade.
  O Município é uma representação menor do Estado que é uma representação menor da União.
  Como vimos no texto anterior a mesma estrutura de 3 poderes deve ser reproduzida.


Precisamos do governo para nos vigiar.

  Verificar se estacionamos o carro direito, se não excedemos o limite de velocidade se não matamos, não roubamos, não sonegamos impostos…

  Da mesma forma.

  NÓS TEMOS QUE VIGIAR O GOVERNO, se não ocorre abuso de autoridade, se não há desvios do dinheiro dos impostos, se a administração é competente, se as políticas públicas estão corretas...

“O preço da liberdade é a eterna vigilância.”


  Não foi sempre assim, antes da República o que a humanidade conhecia era o reinado/império. 
       
  O Rei era dotado de plenos poderes, em muitos casos sobre a vida e a morte.
  Quando ele morria passava o poder para um de seus filhos ou filhas que também tinham plenos poderes.
  O Governo era o Rei, os moradores do seu reino eram seus súditos, servidores.

  O Rei concentrava em sua pessoa os 3 poderes.
  Judiciário, ele julgava e determinava a punição.
  Executivo sob sua ordem eram aplicadas as leis.
  Legislativo, o Rei governava por decreto, ele decidia alguma coisa e isso virava lei.

  Mas mesmo na monarquia vemos um embrião dos “vereadores/deputados/senadores”
  Não tinha eleições é claro, mas o Rei se cercava de conselheiros, a corte.
  Muitos humanos não engoliam essa história de “sangue azul”
  O poder desmedido concedido a uma família passou a ser questionado, mas pela força o que também não era bom.
  Alguém reunia um exército e destronada o rei … passando a ser o novo rei com plenos poderes.
 
  Os ingleses nos proporcionaram uma evolução, a Revolução Gloriosa.
  
▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
  A humanidade desenvolveu a Democracia onde uma pessoa assumia o poder por vontade da maioria e pela maioria podia ser tirada.

  Acontece que quando alguém tem muito poder é difícil até que ele ceda a vontade da maioria.
  O poderoso paga bem a soldados para mantê-lo no poder.
  O cidadão chegou ao poder pelo voto mas pelo voto não aceita sair e se ele tem o controle do exército a situação fica complicada.
  A cada eleição é como se assinássemos uma procuração dando muitos poderes aos governantes   

  Os antigos acharam por bem dividir o poder do Estado/Governo, não é difícil entender porquê
  Motivos para diluir o poder não faltavam.
  Então dividimos o Governo em 3 poderes legislativo, executivo e judiciário.
  [Pelo menos nesse texto esqueça a definição básica que você aprendeu na escola.]

  Qual a função de cada um desses poderes?

É um vigiar o outro evitando o pleno poder.

  O presidente do STF vigia o presidente da câmara que vigia o presidente da república que vigia o bom funcionamento do judiciário e Legislativo.
  Pairando sobre todos eles está a Constituição do país.
  Acontece que deputados, vereadores, governadores, senadores, presidentes são eleitos pelo povo.
  Dessa forma todo poder emana do povo.
  Não somos súditos servindo um Rei ou Governo.



  Somos cidadãos elegendo cidadãos para um bem comum, um bom funcionamento da nossa vida em sociedade.

  Essa maneira de nos organizamos levou milênios, me espanta que as pessoas queiram ignorar toda a experiência histórica acumulada e acabar com a República!

  A cidade/município é uma representação menor do Estado e o Estado e uma representação menor da Nação/União.

  Elegemos governantes para essas unidades administrativas e aplicamos a mesma fórmula REPÚBLICANA consagrada.
 
  Sou republicano não tenho como ser contra a existência de vereadores.
  Mas sou contra o excesso.

  DEVERÍAMOS REDUZIR PELA METADE O NÚMERO DE CARGOS POLÍTICOS.

  Não sei porque temos mais de 500 deputados!

  Campinas tem 33 vereadores!
  No máximo 20 já seriam suficientes, EU (se tivesse plenos poderes) queria que fossem apenas 15.
  Campinas e os subdistritos seriam divididos em 15 distritos eleitorais, cada um elegeria seu vereador que concorreria apenas por aquela região eleitoral.

  Hoje em dia temos a Internet, não precisamos tanto de um “porta voz”.

  Mas sou a favor de ☛ALTOS SALÁRIOS, SEM MORDOMIAS.
 
  O eleitor tem que votar em pessoas que mereçam o salário recebido.
  Imagine um inteligentíssimo professor universitário que ganhe 20 mil, seria um quadro importante para câmara, mas como trocar um salário de 20 mil por dois salários mínimos como muitos propõe!!

  [Daí para compensar o salário baixo embutem um monte de mordomias de difícil controle ... direito a carro e combustível, auxílio moradia, assessores, passagens aéreas, cartão corporativo...]

  Apresentar leis, administrar uma cidade, estado, país é coisa para mentes muito eficientes.

  QUEREMOS OS MELHORES E MAIS HONESTOS ADMINISTRADORES PAGANDO O MENOR SALÁRIO!!!

  Donald Trump (Presidente eleito do EUA) fez algo que me desagradou bastante.
  Abriu mão do salário.
  Espero que esse gesto não vire moda.
  Administrar uma Cidade, Estado, Nação não deve ser baseado em um ato de caridade, abnegação ou “hobby.”

  [Hobby é uma palavra inglesa frequentemente usada na língua portuguesa e significa passatempo, ou seja, uma atividade que é praticada por prazer nos tempos livres.
  Um hobby não é uma ocupação a tempo inteiro, e tem como objetivo o relaxamento do praticante.]

  Tem indivíduo que tem prazer em ser “celebridade”, prazer no poder, gosta dos holofotes, de estar na mídia.
  Não tenho nada contra esse prazer da pessoa ... desde que ela não deixe em segundo plano o PROFISSIONALISMO.

  Um cirurgião plástico pode gostar dos holofotes, não vejo problema nisso.
  Mas na hora de operar ele tem que ser CIRURGIÃO PLÁSTICO, ser profissional, fazer bem seu trabalho e claro que merece ganhar bem por isso.



  O eleitor não deve levar tanto em consideração a fama ou não fama do candidato, mas sim analisar a vida dele e verificar sua capacidade profissional de fazer uma boa administração.

  É evidente que ninguém é adivinho.

  Só saberemos de fato a capacidade do candidato quando ele efetivamente estiver no poder.

  Por vezes nem ele próprio sabe do que é capaz ou incapaz, tudo é novo para ele também.
  O cara faz de boa-fé uma promessa pensando sinceramente que será fácil cumpri-la, mas não é bem assim.
  Ele não tem plenos poderes nem pleno dinheiro...

  A cada 4 anos podemos comparar o que o administrador prometeu e o que entregou de fato.
  Daí o reelegemos ou tentamos outro cidadão.

  Entretanto devemos ir além, de repente o cidadão se esforçou e encontrou obstáculos intransponíveis.
  Exemplo rápido:
  Algum Presidente se elege dizendo que quer reduzir a maioridade penal.
  Ele faz campanha, envia o projeto, tenta montar uma base no Congresso, mas a lei não passa.
  Não dá para condenar o cara!
  Em um país democrático NINGUÉM TEM PLENOS PODERES.
 
  Encero essa sequência dizendo:

  Enquanto não dermos o devido valor a política o avanço da humanidade fica prejudicado.

 

   “Dá um nó em minha mente porque as pessoas vivem dizendo que políticos não prestam, só roubam, só enganam e no entanto querem mais políticos, criando novas cidades!!!
  Reclamam de políticos mas querem mais políticos.
  Se são tão boas porque não entram para política e fazem diferente!?”





sábado, 7 de janeiro de 2017

Monarquia

  REPÚBLICA é uma forma de governo na qual o chefe do Estado é eleito pelo povo ou seus representantes, tendo a sua chefia uma duração limitada.

   A eleição do chefe de Estado, por regra chamado Presidente da República, é normalmente realizada através do voto livre e secreto.
  Dependendo do sistema de governo, o presidente da república pode ou não acumular o poder executivo permanecendo por quatro anos e ter a possibilidade de reeleição.

  Hoje em dia, o termo república refere-se a um sistema de governo cujo poder emana do povo, ao invés de outra origem, como a hereditariedade ou o direito divino.

  REPÚBLICA É A DESIGNAÇÃO DO REGIME QUE SE OPÕE À MONARQUIA.

  É comum vermos na Internet pessoas defendendo que a monarquia é a solução para os problemas da América Latina.
  Gostam de citar países desenvolvidos que não aderiram a REPÚBLICA.
  O que não dizem é que na pratica esses países funcionam como repúblicas.
  Apenas por tradição decidiram manter uma família “real”.

  É difícil explicar uma tradição para quem não nasceu naquele contexto cultural.
  O que é a família real para os ingleses?
  Que poder de fato a rainha Elizabeth tem?

  Para brasileiros, americanos, alemães ... é difícil entender porque ingleses se apegam a essa tradição de acompanhar as “fofocas” sobre a família real.

  Procurei algum exemplo paralelo no Brasil e o melhor que encontrei foi “arroz com feijão” 😄

  O arroz é originário da Ásia o feijão do Egito.
  (Terras distantes)
  Não são alimentos que podem ser comidos sem um cozimento.
  (Dá trabalho para fazer)

  Porque comer arroz com feijão se tornou uma tradição no Brasil!?
  Como diria o “rei” Pelé: “Sei lá, entende.” 😄

  Tradições são assim, simplesmente acontecem.
  Comer arroz com feijão é indispensável?
  Arroz tem carboidratos, mas tantos outros alimentos também tem.
  Feijão tem proteínas, mas tantos outros alimentos também tem.

  O arroz é a base alimentar de muitos povos, o feijão NÃO.

  Se o mundo sobrevive bem sem a mistura arroz e feijão claro que os brasileiros também poderiam viver, mas porque mudar essa tradição que se tornou “agradável”?

   As Nações que conseguiram manter a TRADIÇÃO “agradável” da monarquia ... que continuem assim.

  O importante é que Rei/Rainha não estejam acima das decisões tomadas em um PARLAMENTO ELEITO DEMOCRATICAMENTE.

  Da mesma forma.
  A REPÚBLICA virou tradição na maioria da nações, não acho que devam mudar essa tradição buscando no passado uma “família real”.

  Um país igual o Brasil retomar sua origem monárquica é ir atrás de algo que NÃO é importante para solução de nenhum problema.

  Imagine um paralelo surreal.
  Decidimos que arroz e feijão foi uma interferência estrangeira em nossa cultura.
  Convocamos historiadores para pesquisar qual a maior tribo indígena que habitava o Brasil.

  Vamos dizer que foram os Tupis, sua base alimentar era a mandioca.
  A solução para o Brasil é substituir o arroz e feijão pela mandioca?
  A Presidenta Dilma começou a fazer sentido para você? 😄 sinto muito.

Dilma saúda a mandioca

  Em resumo:

  REPÚBLICA é a forma de governo em que o Estado se constitui de modo a atender o interesse geral dos cidadãos.

  O povo é soberano, governando o Estado por meio de representantes investidos nas suas funções em poderes distintos.

 Legislativo, Executivo e Judiciário.

 Em tempos modernos podemos acrescentar um 4º Poder.

MÍDIA (liberdade de imprensa)

  A mídia em geral é o principal meio pelo qual o “povo” tem acesso a todo tipo de informações e opiniões, para que cada indivíduo possa decidir melhor em quem votar ou não votar, o que deve ser prioridade de Governo e o que pode esperar.

  Com a ascensão da Internet estamos vivenciando a evolução do 4º poder.

  Cada um, com um simples smartphone pode defender suas opiniões e argumentações a nível nacional e até “internacional.”

  Faz meses que meus textos tem mais leitores americanos que brasileiros.
  Não sei bem porque americanos (ou brasileiros nessa nação) são os que mais acessam meus textos. (Segundo relatório do Google)

  Tenho esperança de dias melhores graças a evolução do 4º Poder.

VIVA A INTERNET?



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 Obs: Esse texto era para ser sobre vereadores, mas claramente eu perdi o controle sobre ele.
  Estou um tanto desanimado porque meu perfil principal no Google foi suspenso.
  É desagradável saber que alguém pode arbitrariamente apagar ou tornar inacessível tantas coisas que escrevi.
  Fui suspenso sem um aviso prévio, sem especificar o problema.

  Sim, eu tenho todos os textos salvos, mas procurar outro lugar para publicá-los, começar tudo do zero ... não tenho animo para isso.
  A partir de hoje vou preferir publicar no Facebook, mas eles também podem arbitrariamente deletar tudo que eu escrever e me suspender.

  A sensação desse “machado” pairando sobre a cabeça dá um certo desanimo de caprichar muito na publicação do texto, afinal ele pode ser deletado a qualquer momento.

  No rascunho o título desse texto era: “Precisamos de Vereadores?”
  Na segunda parte eu iria amarrar as pontas como sempre faço, mas bateu um desanimo danado.
  Apenas troquei o título por “Monarquia”.
  Talvez eu ainda escreva sobre vereadores, confesso que minha disposição para caprichar nas publicações do Blog nunca esteve tão baixa.
  Eu sabia do machado pairando sobre minha cabeça, mas conseguia esquece-lo, agora não dá mais.
  Minha esperança na liberdade da Internet ficou bastante abalada.

  No rascunho do texto eu tinha escrito: “Viva a Internet!”
  Na publicação tive que mudar: “Viva a Internet?”
😩


“LIBERDADE, LIBERDADE, ABRA AS ASAS SOBRE NÓS”.


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