quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Filmes, Espíritos e Kardecismo

  Filmes eram um grande prazer em minha vida, hoje são raros os que consigo assistir.

  Gosto de poder me transportar para dentro da história, me perguntar o que eu faria.

  Isso elimina quase que 100% dos filmes de super heróis.
  O protagonista é cheio de superpoderes, ser corajoso tendo super força ou emitindo raios destruidores ... até eu.
  Dos famosos o Batman é o mais próximo de um ser humano, mas ele tem o poder da super riqueza.
  Eu só tenho super preguiça e super pobreza, se o bandido morrer é de rir.

  Hoje vou escrever sobre filmes que “pretendem” ser enigmáticos.

  Minha mente lógica não gosta de quadros que mais parecem borrões, não sei como alguém pode pagar milhares de dólares por tinta espalhada em uma tela!

  No entanto entendo o “segredo”, o indivíduo olha aquele borrão e imagina o que mais lhe satisfaz, como as divagações mirabolantes da psicanálise ou das religiões.

  Você quer acreditar que o Deus Bíblico é justo e bom?
  Padres e pastores só mostram as passagens bíblicas onde isso acontece.

  Você tem alguma “falha de comportamento”, mas quer acreditar que não tem?
  A Psicanalise lhe transforma em vítima de seus pais (traumas de infância) ou da Sociedade (aí chuta pra tudo que é lado, “o inferno são os outros”)

  Eu faço isso com músicas em inglês, gosto do som e imagino a letra que mais me apraz uma vez que entendo bem pouco de inglês.
  Sabiam que evito ler as traduções?
  Na maioria das vezes a letra que imaginei é muito mais bonita. [Para mim, é claro]
  Notem que estou imaginando/projetando alguma coisa encima de uma base harmônica.
  Tem uma música tocando, um interprete cantando eu imagino a letra.

  

  Se olho para um quadro onde tem uma bela paisagem, consigo me imaginar naquele lugar, minha imaginação é baseada em uma pintura que faz sentido.
  Se olho para um quadro “caótico” posso imaginar absolutamente o que quiser, aquela obra não me diz nada, é apenas minha imaginação em ação.

  Com filmes é a mesma coisa.
  Se existe uma sequência coerente/lógica tenho meios para me entreter com o enigma proposto, imagino soluções possíveis.
  Se o filme é um devaneio do autor ou diretor ... fica difícil.

  Lembrei de quando comecei assistir a série Lost todo empolgado.
  Logo percebi que apenas estavam “jogando tinta sobre a tela”, não passei da primeira temporada.

  

  Meu irmão certa vez me indicou um desses filmes enigmáticos, até me deu o DVD.
  O filme misturava vídeo game com vida real com batalha espiritual com violência gratuita … tudo jogado sobre a tela.
  Lembram daquele Conto de Natal de Charles Dickens e o velho Scrooge de “1843”?

  O filme invocava essa ação de espíritos resgatando os “bons sentimentos” de um sujeito frio e insensível.
  O espírito aparece para o protagonista e o leva para visualizar situações do passado, assistir seus "erros".

   Em uma cena da adolescência do protagonista uma garota lhe “oferece amor”, mas ele deixa bem claro que quer só sexo.

  A garota “cheia de amor” fica a sós em um quarto com um adolescente drogado que só está afim de sexo e ela espera o quê?
  O espirito insinua que o protagonista estragou a vida daquela pobre adolescente que tinha tanto amor para dar.
  Meu questionamento é obvio:

  Se aquele amor era um artigo tão precioso onde estavam os espíritos que não protegeram aquela garota!?

  Esperaram passar anos para virem “atentar” a vida do protagonista!

  Lembram das teorias Kardecistas?

  Ao invés de nos esforçarmos para punir os crimes aqui mesmo na Terra, ficamos esperando por uma justiça que virá em outras existências, em complicadíssimas interações entre espíritos resgatando dividas por séculos.

  Se o indivíduo cometeu um crime hediondo apliquemos uma injeção letal no criminoso e apressemos o processo, na outra encarnação ele saberá que se matar vai morrer também.

[Mas isto é muito lógico e nem um pouco enigmático, olha eu aqui falando com as paredes...]

  As pessoas gostam de histórias mirabolantes cheias de sentido figurado para imaginarem o que mais lhes apraz.
  Não é de se admirar que me achem tão chato.

  Eu não invento a realidade apenas a observo.

  Mesmo que não me dê prazer.

  To be continued... 


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