terça-feira, 18 de julho de 2017

Pedágio

  “O cálculo das tarifas de pedágio é feito utilizando-se o conceito de tarifa quilométrica, que corresponde a um valor fixo por quilômetro multiplicado pelo trecho de cobertura da praça.”


  Não tenho muitas críticas sobre a administração do estado de SP.
  Não me arrependo de ter votado em Geraldo Alckmin ... diante dos que concorreram com ele nas últimas eleições. 

  Em meio toda crise que atingiu o Brasil, São Paulo funciona razoavelmente bem.
  Salários em dia.
  Segurança boa, se comparado com outros estados.
  Educação ... temos uma falha ideológica a nível nacional.

  Saúde, o SUS precisa de melhor adequação, entretanto um único estado da federação não tem muita força nessa esfera.
  As adequações são para Presidência da República e Congresso Nacional.

  Para esse texto ser útil vou falar algo que a princípio desaprovo e que o governador e câmara estadual poderiam ter mudado e não o fizeram.

  Até onde tenho acesso às informações não concordo com o preço “alto” dos pedágios. ​​

  A justificativa dada a nós eleitores (Simplificando ao máximo) é que a concessionária precisa se capitalizar para fazer as obras necessárias nas rodovias.

  Sou leigo, mas acredito que nesse setor não tem nada mais caro que duplicação ou prolongamento da rodovia.
  Porque o pedágio continua caro mesmo quando não há esse tipo de obra?
  Falta transparência em todo o processo.

  Antes de prosseguir deixo registrado que estou satisfeito com as rodovias que uso “se” o valor cobrado está dentro da realidade.
  Só quero poder entender essa realidade.

  Meu projeto de lei para pedágios é:

Ter a tarifa de manutenção e a tarifa de obra.

  Como acontece com a taxa de condomínio.
  O condômino tem as despesas gerais bem discriminadas, a mensalidade cobrada tem que ser suficiente para cobrir as despesas e deixar uma quantia de reserva para emergências.

  Toda empresa precisa ter lucro o condomínio onde moro não é uma empresa a concessionária é.

  A tarifa do pedágio de manutenção cobriria as despesas gerais, alguma reserva e o merecido lucro da concessionaria, ninguém vai administrar uma rodovia pelo simples prazer de ajudar o próximo.

  Acredito que essa tarifa de manutenção teria um valor bem acessível.

  E quando houver necessidade de obras?

  Digamos que a pedido da população ou por necessidade técnica precise ser feito um novo retorno.
  O custo da obra será de 10 milhões.
 [Sem super futuramente nem favorecimento indevido a alguma empreiteira, vamos evoluir enquanto povo pessoal.]

  O órgão fiscalizador de estado verifica se realmente há a necessidade técnica e/ou vontade da população.
  Verifica o valor da obra.

    Sem excesso de burocracia ou analises intermináveis é autorizada uma “tarifa de obra”.
    O valor do pedágio terá um acréscimo para cobrir os custos da obra, serão captados 10 milhões.
   A cobrança só começa se a obra começar.
   Atingido o valor de 10 milhões a tarifa extra automaticamente deixa de ser cobrada.

  A lógica me diz que esse sistema traria transparência, saberíamos exatamente o que estamos pagando e porquê.
  Facilitaria a fiscalização.
  Se o preço é “justo” eu pago sem reclamar.
  O enigma é:
  O preço dos pedágios em SP é justo?

  “Decifra-me ou te devoro!”





  Ainda bem que não passo mais por pedágios, esse de Indaiatuba já me arrancou o couro no passado.



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